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Corfebol Alto Moinho | Entrevista com Mário de Almeida

int_mario_1Desta vez, e para marcar a abertura da nova temporada de corfebol 2014/2015, estivemos à conversa com o treinador da equipa B de corfebol do Alto do Moinho, Mário de Almeida.
Este é o seu ano de estreia como treinador principal e quisemos saber o que espera para este novo capítulo que se adivinha cheia de coisas boas.

Mário, após a primeira temporada houve renovação para mais uma temporada. Foi uma decisão difícil ou aceite na hora?

Quem me dera que as minhas decisões fossem tão fáceis como esta!! (risos)
Era-me impossivel abandonar este grupo que, em certo modo, trouxe ainda mais alegria ao Corfebol. Os treinos com esta equipa são sempre intensos mas super divertidos e, no ano transato, existiram imensos momentos em que me orgulhei de fazer parte deste clube. Portanto, quando o Presidente Torres e o nosso Aurélio nos perguntaram por esta época, a nossa resposta foi um sincero “sim”. Claro que como jogador do CIF e árbitro, sem esquecer de toda a minha vida pessoal e profissional, tive de fazer alguns reajustes para conciliar com esta aceitação.

 

Este ano o desafio é diferente: estás a solo no comando da equipa B. Como encaras essa responsabilidade?

Encaro-a com enorme vontade e determinação! O ano passado, como “adjunto” da treinadora do CCRAM Isabel Almeida, fiz parte de todas as suas decisões tanto em treino como nos jogos, o que me deu uma visão do que seria ser treinador de uma equipa. Uma vez terminada a parte teórica do Curso de Treinadores de Nível I, sinto-me ainda mais preparado para liderar esta equipa e utilizar as melhores metodologias de treino para que eles atinjam os resultados desejados. Não posso deixar de agradecer aos treinadores que me acompanharam durante a minha carreira de jogador (que ainda não terminou!), Pedro Berjano e Catarina Miranda, que me ensinaram exatamente como eu quero ser como treinador. Tenho muita sorte em ser treinado por eles e por eles serem os meus mentores em todo este processo!
Vá, deixando-me de lamechices – que deve ser o que a minha irmã deve estar a dizer ao ler isto (risos) – vai ser um enorme desafio para mim e pretendo que todos os jogadores me vejam como um exemplo em todas as ações e que me respeitem em todos os momentos. Contudo, desejo que me vejam como um amigo e que se sintam sempre à vontade de me falarem de todos os assuntos.

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A nova temporada já arrancou com o torneiro de abertura e a tua equipa já entrou em campo pela primeira vez. O que achaste deste primeiro jogo – tanto da ti como da equipa?
O Torneio de Abertura Mário Godinho tem moldes que impediram que este jogo entre o CCRAM B e o Carnaixde C fosse jogado apenas por jogadores da equipa B do Alto do Moinho. Devido a questões como indisponibilidades, atestados médicos e problemas nas inscrições dos jogadores, tivémos de entrar em campo com um misto das duas equipas. Em relação ao jogo, foi muito melhor do que eu e a minha irmã (treinadora da equipa A) estávamos à espera. Estavam muito dinâmicos, cheios de vontade de jogar e com um enorme foco em lançar ao cesto. Muitos jogadores mostraram em campo imenso do que aprenderam no ano passado. Mesmo com o Carnaxide C trazendo jogadores que, no ano passado, jogavam na equipa Vice-Campeã Nacional, não impediu a minha equipa de fazer um belo jogo. Estão de parabéns por todas as bolas recuperadas, por todos os lançamentos, por todos os cestos e por toda a energia que depositaram em campo!

A equipa tem muitas caras novas. São muitas entradas e algumas saídas para a equipa A. Achas que isso é uma desvantagem ou encaras o desafio como uma oportunidade?
Acho um espetáculo!!! Cada vez mais temos pessoas novas a treinar no Alto do Moinho. Ainda ontem tivémos, no treino, um total de 30 atletas. Acho que isto mostra que o Alto do Moinho veio para ficar. Quanto a mim, acho uma excelente oportunidade para treinar e descobrir novos valores que possam vir a integrar, quem sabe, uma seleção nacional. Em relação às saídas forçadas devido lesões ou questões pessoais, tenho muita pena mas tenho a certeza que essas pessoas continuar-nos-ão a acompanhar e apoiar no desenrolar desta temporada. Quanto às outras saídas, desejo-lhes imensa sorte nos clubes que representem e, fica aqui a nota, que se nos enfrentarem no futuro vão ver, em primeira mão, a evolução desta equipa – amigos amigos, negócio à parte! (risos)

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E quais são as expectativas para a temporada? Ficar à frente da equipa A?
Como tem vindo a ser prática neste clube, tencionamos participar em todas as competições, seja campeonato, taça, torneios outdoor, torneios de praia, etc.. Só praticando imenso é que poderemos ter os melhores resultados a curto prazo. Quanto a expectativas, sublinho que a equipa do CCRAM B tem como objetivo a formação e modelação de jogadores para posteriormente jogarem na equipa A (equipa principal do Alto do Moinho), o que não signifca que não tenhamos esperanças de alcançar a vitória frente às outras equipas do “nosso” campeonato. Por enquanto, é cedo estipular qualquer expectativa pois nem sabemos quais são as outras equipas e se estamos ao nível de lhes fazer mossa. Quanto aos jogos frente ao CCRAM A, serão sempre uma verdadeira batalha! Por experiência própria, os jogos entre equipas do mesmo clube são sempre muito físicas e podem proporcionar momentos de excelente Corfebol. Poderei dizer que será uma luta épica ahah! Sabes uma coisa João? Tenho pena dos árbitros que apitarem esses jogos. (:

E como vês a participação do Alto do Moinho no campeonato? Há um ano atrás ninguém do corfebol tinha ouvido falar no clube e agora já contamos com duas equipas. Achas que está consolidada uma base para o futuro?
Acho que todos os clubes já nos conhecem! A magia do Alto do Moinho já foi mostrada ao mundo do Corfebol na temporada passada. Foi o nosso ano de afirmação! O ano passado mostrámos que “estamos aqui e viémos para ficar”! Acho que seremos encarados com imenso respeito por outras equipas mais experientes pois sabem que o espírito e garra do Alto do Moinho por vezes compensa a falta de conhecimentos da modalidade. Eu, no ritmo que isto vai, acho que nos arriscamos a ter mais equipas no futuro (era giro haver um CCRAM Z ahah). Com a abertura de treinos para os mais pequenos, poderemos abrir os nossos horizontes nos torneios jovens e treinar as futuras estrelas. Mas temo que nos falte tempo para tanta coisa mas, com um pequeno jogo de cintura, vamos conseguir consolidar ainda mais a nossa posição como CCRAM!

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Tão perto do Europeu, não podemos faltar ao assunto. Que expectativas tens da participação da nossa seleção?
Como vocês sabem, a minha irmã tem estado na seleção há alguns anos, o que me tem possibilitado acompanhar imenso o seu progresso. Uma coisa posso garantir, se há seleção que nos pode trazer uma medalha, essa seleção é esta! A selecionadora Isabel Teixeira e o selecionador adjunto João Castro estão a fazer um excelente trabalho com o conjunto de jogadores que têm. Espero que os resultados demonstrem tudo aquilo que eles treinaram! Adoraria ver a nossa seleção de medalha ao peito, a honrar também o excelente resultado que tiveram os sub-21 recentemente ao comando da Carla Antunes.
Esta pode ser a altura de Portugal se evidenciar a nível mundial tanto como seleção, árbitros, treinadores e capacidade de organização deste tipo de eventos. Eu tenho a sorte de vir a estar na Maia para assistir aos jogos da nossa seleção mas desde já lhes desejo a maior sorte e que representem bem todo o Corfebol Nacional.

Mário, obrigado pelo teu tempo e tudo de bom para esta nova etapa corfebolística.

 

Entrevista retirada do site oficial do Corfebol Alto Moinho: http://corfebolaltodomoinho.pt/