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Iª Gala do Andebol – O corolário lógico de uma época de sucesso

No sábado passado o nosso Departamento de andebol levou a cabo a sua primeira Gala. Apesar da época ainda não ter acabado, este evento acabou por ser uma excelente forma de juntar a comunidade do andebol a festejar uma época que foi recheada de sucessos. Com esse objetivo, a Gala alcançou um sucesso absoluto.

Pelas reações observadas, tanto no decorrer do evento como posteriormente, as centenas de pessoas que puderam apreciar tudo o que aconteceu, desde o jantar na fase inicial até ao espetáculo propriamente dito, ficaram plenamente satisfeitas.

O evento em si e todos os seus contornos revelaram um andebol pujante, com toda a comunidade envolvida motivada e entusiasmada com uma época que, na nossa modesta opinião, foi a melhor de há muitos anos a esta parte.

E não referimos apenas este ou aquele aspeto como os resultados desportivos, mas todo um empenhamento, motivação e trabalho de altíssima qualidade que envolveu dirigentes, técnicos, atletas e famílias.

A forma como decorreu esta primeira Gala é o resultado natural deste grande coletivo que está unido nos seus propósitos, que está em sintonia completa nos objetivos definidos no início da época e confirmados no seu decorrer.

Em julho de 2013 numa reunião com dirigentes e treinadores, traçámos o objetivo de criar a equipa de treinadores de andebol do Alto do Moinho. Até aí, cada treinador estava entregue a si próprio. Não havia coordenação técnica, não havia conjugação de esforços, não havia uma estratégia comum, não havia objetivos definidos para todo o andebol.

Na época seguinte, por razões sobejamente conhecidas, a equipa de treinadores funcionou de forma muito deficiente. Alguns não se adaptaram às novas regras e surgiram divergências, conflitos, suspeições, acusações, objetivos pessoais a sobreporem-se aos coletivos, etc.

Felizmente que nesta época todos esses problemas foram ultrapassados e a equipa dos treinadores do andebol do Alto do Moinho funcionou quase na perfeição.

Os dirigentes também continuaram a ter um papel crucial. Neste caso a equipa já funcionava e continuou a funcionar. Sendo formada com pessoas voluntárias que não auferem qualquer retribuição material, fizeram um trabalho extraordinário e contribuíram decisivamente para todo este sucesso.

Não existiram tiques de clubite aguda, de competição excessiva com prejuízo da formação, de ganhar a todo o custo, de equipas com atletas permanentemente no banco, de equipas com atletas de primeira e atletas de segunda.

Os atletas encontraram assim todas as condições para evoluírem, para darem o seu melhor e para mostrarem o que sabem fazer – jogar um andebol de qualidade. Também usufruíram de todos os meios humanos e materiais para evoluírem em termos de cidadania e da sua formação integral.

Foi assim possível colocar o atleta no topo das nossas preocupações. A sua evolução, o seu comportamento, a sua integração no grupo, a sua motivação, a sua confiança, enfim todos os ingredientes necessários para ele não ser apenas campeão a jogar andebol, mas também um futuro cidadão vencedor da vida.

Tudo isto foi possível mantendo todos os escalões de formação a disputar os campeonatos de topo nacional e alcançando resultados notáveis.

O andebol do Alto do Moinho tem hoje um prestígio na comunidade nacional que apenas tem paralelo num grupo muito reduzido de clubes. Os testemunhos, oriundos das mais diversas origens, sobre a qualidade do nosso trabalho têm sido muito frequentes, o que é também mais um sintoma que estamos no caminho certo.

Parabéns a toda a nossa comunidade andebolística.

À semelhança de outras áreas, tanto desportivas como culturais onde também estamos a colecionar enormes sucessos, o CCRAM é hoje uma potência regional e está a ganhar créditos para se tornar uma potência desportiva e cultural à escala nacional, mantendo as suas atividades  num rigoroso amadorismo, mas sem abdicar de uma exigência e rigor extremamente profissionais.