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A época está a acabar – Foi a melhor de sempre!

Estamos no final de mais uma época.

Uma época de uma intensa atividade, com uma dimensão, diversidade e qualidade que não é comum encontrar-se, atendendo que somos uma coletividade popular que assenta o seu funcionamento no voluntariado generoso e benévolo.

Com cerca de 120 colaboradores regulares, cerca de metade são voluntários que asseguram o funcionamento de toda a estrutura dirigente. Os restantes são excelentes profissionais que, na sua esmagadora maioria, desempenha funções técnicas e administrativas.

Voluntariado que não é o inverso de profissionalismo. Orgulhamo-nos de imprimir uma dinâmica muito profissional em todos os setores da atividade. Responsabilidade, motivação, competência e entusiasmo, são caraterísticas que traduzem a atitude e desempenho dos nossos colaboradores, sejam eles voluntários ou remunerados.

Como é já tradicional, no final da época fazemos reuniões sectoriais para refletir sobre o trabalho realizado. Foi com muito orgulho que em muitas dessas reuniões, os protagonistas afirmaram que esta foi a melhor época de sempre. Foi assim no Departamento das Atividades Gímnicas, Rítmicas Expressivas e Artes Marciais, foi assim no andebol, foi assim no Corfebol, foi assim no atletismo, foi assim na cultura.

Atendendo que todos os anos temos como objetivo fazer melhor que no ano anterior, é bem evidente que nesta época superámos o desafio de forma consistente.

Temos repetido que o nosso objetivo principal não visa a competição, mas sim promover e providenciar todas as condições que permitam à comunidade ter uma vida ativa e saudável, contribuindo assim para o seu bem-estar e felicidade.

É essa a nossa visão do fenómeno desportivo e dela não abdicamos.

Não querendo passar uma imagem de falsa modéstia, assumimos que esse objetivo tem sido plenamente alcançado. As nossas magníficas instalações, os nossos equipamentos, os nossos colaboradores, têm estado ao serviço da comunidade e oferecido um serviço que se destaca, mesmo no panorama nacional.

No entanto também não descoramos a área competitiva. A competição faz parte da vida e se não for exacerbada, cumpre um papel importante na vida da comunidade, onde obviamente se inclui o desporto.

Naturalmente se a atividade desportiva ou mesmo cultural, tiver qualidade, acaba por se refletir também em sucessos na vertente competitiva.

Pensamos que é exatamente isso que se tem passado na nossa atividade.

Há nove anos, quando esta dinâmica associativa teve início no CCRAM, os sucessos competitivos eram muito raros. Um ou outro destaque que naqueles anos se registaram eram mais fruto de qualidades individuais de um ou outro praticante, do que o resultado de uma trabalho sistemático, organizado e estruturado com objetivos bem definidos.

Hoje felizmente não é assim. Dispomos de largas dezenas de campeões regionais, mais de uma dezena de campeões nacionais e lugares de pódio em competições internacionais. Além disso, dezenas dos nossos atletas têm sido chamados aos trabalhos das seleções regionais e nacionais.

Estes destaques distribuem-se por diversas modalidades desportivas, como a dança e a ginástica para todos, com as Sibilas, (que apesar de não ser da vertente competitiva, integrou o conjunto de quinze classes que representaram oficialmente a Seleção Nacional na Gimnaestrada Mundial que se realizou este mês na Finlândia), o andebol, atletismo, corfebol, tumbling, trampolins, aeróbica desportiva, jiu-jitsu e taekwondo, onde dois dos nossos atletas conquistaram medalhas de bronze nos campeonatos europeus.

Grande parte destes sucessos aconteceu nas nossas escolas de formação. São estes jovens que vão conquistar os êxitos no futuro. Estamos seguros que esses sucessos multiplicar-se-ão e chegarão aos escalões de maior idade. Sabemos que estamos a construir o CCRAM de amanhã. O trabalho de formação continuado, persistente e consistente, transmite-nos a convicção que estamos no caminho certo.

Também na cultura o sucesso tem sido uma constante. Dispomos de cerca de 250 praticantes nas áreas da música, teatro, arte e design, pintura e bordados. A música é a que tem maior expressão, com duas escolas, e vários grupos musicais formados por crianças e jovens, mas talvez tenham sido os sucessos do nosso grupo de teatro Artes e Magias que mais surpreendeu. Um grupo constituído no início da época que tem deliciado pequenos e graúdos com as suas atuações. Também a classe Talentos Sem fronteiras, excedeu claramente as nossas expetativas. Várias crianças e jovens ganharam dezenas de prémios em festivais da canção, nacionais e internacionais. Esses jovens têm levado e prestigiado o nome da nossa terra e de Portugal em vários países da Europa, onde têm conseguido atuações de destaque.

A somar às tradicionais classe de pintura e bordados, criámos também uma classe de Arte e Design, virada para a população sénior que se tem vindo a consolidar e dispõe ainda de uma margem de crescimento com excelentes perspetivas de sucesso. Quem viu os trabalhos elaborados pelos alunos durante a época expostos na festa final da cultura ficou impressionado com a sua elevadíssima qualidade.

Um outro projeto marcante da nossa atividade é o Centro de Estudos Moinho Sábio. É um projeto diferente, eminentemente social cuja qualidade é bem evidente. Disponibilizamos a largas dezenas de crianças e jovens todas as condições para a sua formação escolar. Temos como grandes trunfos os custos, o pessoal envolvido com altíssimas qualificações, a diversidade das atividades, as instalações e os meios técnicos. Eles fazem de nós um caso único na nossa região.

Além das atividades regulares organizámos cerca de uma centena de eventos e participámos em várias centenas para os quais fomos convidados. As iniciativas das áreas, desportiva e cultural, algumas de grande dimensão e significado envolveram muitos milhares de participantes e puseram o Alto do Moinho no mapa da nossa região.

Porque não estamos à espera que a vida aconteça, assumimo-nos como protagonistas da mudança como motor de desenvolvimento. Tentamos ser inovadores e aproveitar as potencialidades que se nos deparam. Estamos atentos aos novos fenómenos sociais e tentamos tirar deles o melhor proveito possível. Foi com esta premissa que nos lançámos num desafio, no qual muitos não acreditavam. A campanha “Ajude-nos a dar o salto” utilizando uma ferramenta conhecida como Crowdfunding, constituiu um êxito tremendo e permitiu-nos angariar fundos para equipar a nossa pista de tumbling com tapetes adequados. Fomos a primeira coletividade da nossa região a avançar com um processo desta natureza e mais uma vez se provou que o imobilismo, a descrença, o desânimo são significado de fracasso que não levam a lado nenhum, mas que o acreditar, a confiança, o ânimo, o risco calculado e responsável, a convicção, são normalmente sinónimos de sucesso.

Contrariando o dito popular aqui fazemos muito e bem. Estamos a provar que qualidade não é inimiga da diversidade. O ecletismo é também uma imagem de marca que nos diferencia.

Agora recomeçaremos em setembro.